O Colégio GGE entende que o espaço da escola é perfeito para exercer no aluno a negociação com o outro.

Assim, aprendem a ganhar, a perder e a conviver.

Criado pelo Serviço de Orientação Educacional e Psicológica (SOEP), em parceria com a coordenação pedagógica e corpo docente, o Programa “GGE Contra o Bullying” acontece desde 2017 e tem impactado o ambiente educacional com resultados bastante satisfatórios.

“Neste ano, os alunos construíram um fanzine, que é uma cartilha com experiências pessoais. Sobre como a gente vê as pessoas, como a gente pode ver o mundo em nossa volta, como a gente pode respeitar o outro, quais são as características diferentes entre todos, por exemplo”, comenta Milena Lucena, uma das psicólogas responsáveis pelo projeto anti-bullying do Colégio GGE.

Falar sobre o bullying também é importante para encarar o assunto, não tratar como tabu, entender o conceito e quais mudanças comportamentais são afloradas quando ele acontece.

O “GGE Contra o Bullying” tem ações o ano todo, como apresentações de teatro e realizações de palestras com temas que abordam a convivência em sociedade, a importância do respeito e reflexões acerca da diversidade humana.

As palestras também explicam as consequências físicas e emocionais, e também informam quanto aos aspectos jurídicos do bullying.

Milena afirma que, falando sobre o assunto, alunos, professores, gestores e famílias podem aprender a prevenir e tratar o bullying.

“Não desenvolvemos empatia quando vivemos num contexto em que somos apenas servidos ou convivemos com pessoas iguais. Sem confronto com uma outra realidade”, explica.

Outro projeto do GGE que ajuda no desenvolvimento da empatia é o Grupo Semear, formado por crianças e adolescentes do sexto ano do fundamental 2 ao terceiro ano do ensino médio. Os alunos são escolhidos por meio de inscrições.

Recebem orientações e participam de ações que ajudam no desenvolvimento de características socioemocionais como liderança, criatividade e persuasão. Uma das atividades do grupo, por exemplo, é organizar doações para instituições de caridade.

Dessa forma, a escola atua como um facilitador e mediador: os alunos são aqueles responsáveis pelo andamento dos projetos e, assim, devem aprender a trabalhar juntos e sem conflitos.

Além disso, o SOEP auxilia também de forma mais pessoal por meio de atendimentos psicológicos individuais, suporte às famílias, aos professores, elaboração de projetos, acompanhamento de processos inclusivos e acompanhamento pedagógico dos alunos.

“A gente incentiva os alunos a serem protagonistas das suas próprias histórias, de tudo que diz respeito ao seu desenvolvimento pedagógico”, disse Milena.

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