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  • É a verdadeira expressão dos nossos sentimentos, em tempos de HOJE pós-utopia na Era da Disruptura, aqui e agora.

Por: Milton Marques Júnior

Em um capítulo de Os Miseráveis, Victor Hugo nos alerta para a conexão que existe entre todas as coisas no Universo: Tout travaille à tout.

Tudo trabalha para tudo.

  • Tudo está interligado, o Universo não deixa pontas soltas.

Sem o meteoro que extinguiu os dinossauros, os mamíferos teriam levado mais tempo para se desenvolver e, consequentemente, a nossa espécie teria demorado mais tempo para, em relação às demais, se elevar.

Tudo está, portanto, em conexão.

  • Do pó de uma estrela que explode ao advento da Inteligência Artificial, nada é produto do acaso, mas de uma imensa engrenagem que não cansa de se movimentar.

Do que Victor Hugo diz – Tudo trabalha para tudo –, chego a um dos ensinamentos da doutrina espírita:

Só passamos por aquilo que devemos passar.

  • As adversidades, as dissensões, as segregações, os sofrimentos, que parecem intermináveis, fazem tão parte dessa colossal engrenagem quanto os momentos de felicidade e de alegria.

A diferença está em aprender com o adverso, para não repeti-lo, para não reproduzir condicionamentos prejudiciais não só a mim mesmo, mas a todos.

Somos energia.

  • O que dizemos e fazemos é produto dessa energia.

Estamos aprendendo a usá-la.

  • A grande lição, contudo, parece ser que não deve haver distância entre o que dizemos e o que fazemos.

O dizer deve estar num ritmo com relação ao fazer, como o ritmo dos mantras hindus ou das jaculatórias dos versículos da Torah.

  • Se o ritmo do dizer não bate com o do fazer, o resultado virá, de algum modo, a ser catastrófico.

Acredito, portanto, ser hora de não só apregoar a harmonia, o equilíbrio, a compreensão, a fraternidade, a solidariedade e o perdão.

  • É hora de tornarmos tudo isso uma ação constante.

Atitude que começa em nós.

Se não mudarmos a nossa compreensão, continuaremos com palavras vazias de um humanitismo falso, quando dentro estamos nos afogando no ódio, na mágoa e no ressentimento.

Se eu não mudo, nada muda.

  • Meus votos, principalmente para mim, são no sentido de que exercitemos a nossa tolerância e que procuremos, em primeiro lugar, acalmar e equilibrar o nosso espírito.

E, sim, passaremos o que tivermos de passar, mas será de um modo diferente.

Um esperançoso 2026, para todos.

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