
A Moura Dubeux entregou, agora no dia 06 de janeiro, a obra de um dos retrofits mais complexos do país, transformando antigos silos industriais em novas moradias.
- No coração do Recife Antigo, junto ao Porto do Recife e ao polo de inovação do Porto Digital, um marco inédito de transformação urbana ganha forma com a conversão dos antigos silos do Moinho Recife em edifícios residenciais.
As estruturas, que por décadas integraram o movimento industrial portuário, passam agora a desempenhar nova função na dinâmica da cidade, reforçando o potencial de reocupação e revitalização do bairro histórico.
- A entrega oficial da obra dos residenciais Silo 215 e Silo 240 aconteceu no último dia 06 de janeiro passado, consolidando um dos projetos mais significativos da Moura Dubeux na valorização de patrimônio e na criação de novas possibilidades de moradia no Bairro do Recife.
A transformação dos dois silos simboliza um movimento que vai muito além da construção civil.
- É a reafirmação de que a cidade pode crescer a partir de sua própria história, reocupando áreas estratégicas com planejamento, criatividade e respeito ao legado arquitetônico.
Desde 2009, quando cessaram as operações originais do complexo, a estrutura permanecia sem uso.
- Agora, ressurgem como novos pontos de luz e convivência na paisagem do Bairro do Recife, ampliando o fluxo de pessoas, fortalecendo o comércio local e estimulando um cotidiano mais ativo e seguro.
A chegada dos futuros moradores e investidores reforça um ciclo de transformação que começou com a instalação de cafés, escritórios, lojas e áreas abertas ao público no eixo já revitalizado do Moinho Recife Business & Life.

- Para Diego Villar, CEO da Moura Dubeux, essa conversão representa mais do que a entrega de novos empreendimentos:
É a materialização de um novo olhar para o centro histórico.
- “Os silos têm uma força simbólica muito grande. Eles contam a história do Recife industrial, e transformá-los em moradias é dar um novo capítulo a essa trajetória”.
“É uma obra que ressignifica o bairro e abre caminho para que mais pessoas voltem a viver no coração da cidade”, afirma.

- Os novos edifícios oferecem um total de 251 unidades residenciais, entre estúdios e apartamentos de um ou dois quartos, com metragens que vão de 19 a 68 metros quadrados; além de duas lojas que ocuparão o piso térreo nas torres.
MEMÓRIA DA CIDADE
- As tipologias preservam, de forma autêntica, o formato original dos antigos depósitos de trigo, mantendo a volumetria, as curvas e a geometria que caracterizam os silos centenários.
Essa integração entre memória industrial e arquitetura contemporânea se estende às áreas comuns, que incluem rooftops conectados por passarela, piscinas aquecidas, lounge bar, academia, salão de festas, espaços de convivência e vistas amplas para o mar e para o tecido histórico da cidade.
- As unidades se dividem em estúdios e apartamentos de um ou dois quartos, com metragens que variam de 19 a 68 metros quadrados.

No Silo 240, as tipologias incluem apartamentos de 57 a 58 m² (1 quarto) e de 68 m² (2 quartos).
- Já no Silo 215, os moradores encontrarão opções de 42 a 46 m² (1 quarto), de 64 m² (2 quartos) e studios entre 19 e 23 m².
Todos os formatos foram concebidos respeitando a circularidade e os limites geométricos das antigas células de armazenamento de grãos, o que reforça o encontro entre autenticidade histórica e funcionalidade contemporânea.
Essa intenção de preservar a identidade dos silos é um dos pilares de projeto.
No Silo 215, a solução mais emblemática é o vão central que percorre os 11 pavimentos, revelado a partir da demolição controlada da laje inferior.
- Esse espaço funciona como uma “janela histórica” da antiga operação industrial, ao mesmo tempo em que cria iluminação, ventilação e um diferencial arquitetônico único.
As unidades, configuradas a partir de um silo e meio, um silo inteiro ou meio silo, mantêm a forma original das células cilíndricas em plantas inusitadas, modernas e extremamente conectadas à memória da estrutura.

- No Silo 240, o protagonismo da história se manifesta já no lobby, onde os antigos funis piramidais de armazenamento foram preservados e integrados como peças arquitetônicas de grande valor estético e emocional.
Nas unidades, formadas pela junção de dois silos e meio ou três silos, a geometria original segue evidente, agora reinterpretada com conforto, vistas abertas para a cidade e soluções técnicas que garantem segurança e eficiência.
DESAFIO DA ENGENHARIA
A complexidade técnica do retrofit dos silos é um capítulo à parte.
- Sem documentação estrutural consolidada e trabalhando com edificações erguidas há mais de um século, a Moura Dubeux precisou realizar uma série de ensaios avançados para garantir segurança e confiabilidade.
Foram executados estudos detalhados de carbonatação, penetração de íons cloreto, esclerometria, extração de corpos de prova e ensaios de escoamento do aço.
- O escaneamento das estruturas por nuvem de pontos permitiu gerar um mapeamento arquitetônico preciso, orientando cada intervenção em um projeto onde cada centímetro fazia diferença.

As soluções estruturais envolveram a construção de vigas de transição, reforços internos, lajes de travamento, ancoragens químicas instaladas a cada quarenta centímetros nas paredes curvas dos silos e a criação de uma laje superior robusta que permitiu a demolição controlada de pavimentos internos.
- No Silo 240, aproximadamente um terço do edifício precisou ser demolido integralmente devido à baixa resistência da estrutura frontal.
A antiga passarela de transporte de grãos, situada a vinte metros de altura, foi removida e reconstruída em estrutura metálica moderna, garantindo desempenho, durabilidade e conforto para os usuários.
A logística da obra também exigiu soluções inéditas.
Sem recuos e instalado no centro de uma requalificação urbana em andamento, o canteiro funcionou como uma operação cirúrgica, com múltiplas frentes de demolição ocorrendo simultaneamente.
- Máquinas especiais precisaram ser importadas e equipes receberam treinamento específico para executar cortes e demolições com alto grau de precisão.
No topo, os galpões de distribuição de grãos foram demolidos e substituídos por estrutura apta a receber rooftops com áreas de lazer e convivência.

ECONOMIA CIRCULAR
Esse cuidado técnico também guiou o conjunto de medidas de sustentabilidade, que reforçam o compromisso da Moura Dubeux com economia circular e redução de impactos.
- Ao reaproveitar uma estrutura integral que poderia ter sido demolida, o retrofit evitou a geração de resíduos em larga escala e diminuiu o consumo de novos insumos.
Parte dos materiais removidos foi reutilizada no próprio empreendimento, incorporada à praça da Comunidade do Pilar, destinada a execução de bases e sub-bases.
- O aço retirado foi reaproveitado ou reciclado, e sistemas de captação de água da chuva foram adotados para abastecer equipamentos de corte e lavagem durante a obra.
Esse compromisso com sustentabilidade e legado também se traduz em impacto social ao longo da execução do projeto.

- O MD Social, programa voltado à qualificação profissional, conecta inclusão, capacitação e empregabilidade na construção civil.
Desde abril de 2023, já foram formadas 39 turmas, com 711 pessoas capacitadas em ofícios como carpintaria, hidráulica e revestimento, com mais de 40% de participação feminina.
- Parte expressiva dos alunos já atua em obras da própria empresa, ampliando oportunidades e gerando transformação real.
A obra dos silos foi a primeira a receber uma turma do MD Social voltada para moradores da Comunidade do Pilar, com o curso de auxiliar de demolição.
- Todos os dez participantes foram absorvidos pela obra após a conclusão do curso, reforçando o papel do empreendimento como agente de desenvolvimento urbano e social.
O ineditismo e a complexidade da obra foram reconhecidos nacionalmente.
- Este ano, o Silo 215 recebeu o Prêmio Talento Engenharia Estrutural na categoria Sustentabilidade, promovido pela Gerdau e pela ABECE, considerado o mais relevante do setor no país.
Da mesma forma, o projeto recebeu o Prêmio InovaInfra 2024.
A MD foi premiada pelo projeto de retrofit do Moinho, que incluiu os Silos 215 e 240, em Recife, destacando-se pela inovação na reabilitação de estruturas antigas para uso moderno.
- O projeto foi reconhecido como um caso de referência na categoria de soluções em engenharia.

O evento, organizado pela Revista O Empreiteiro, contou com mais de 120 projetos inscritos e teve como foco inovações em infraestrutura, tecnologias digitais e sustentabilidade.
- A obra também chamou a atenção de engenheiros estrangeiros, incluindo uma comitiva holandesa que visitou o Recife e conheceu o projeto.
O complexo integrou ainda a programação da Missão Empresarial do Enredes, consolidando os silos como um estudo de caso em inovação técnica e requalificação urbana.
De acordo com Diego Villar, esse é um movimento que projeta o Recife para o futuro.
“Quando mostramos que é possível unir patrimônio histórico, engenharia de ponta e sustentabilidade, criamos uma referência para outras cidades brasileiras”.
- “O Bairro do Recife volta a ser um território de moradia, inovação e convivência”.

Villar destaca que transformar estruturas centenárias em moradias contemporâneas é um gesto que simboliza compromisso com a história, com a sustentabilidade e com uma visão de cidade mais integrada, vibrante e humana.
- “Este é um legado que a empresa deixa para o Recife e, ao mesmo tempo, um convite para que outras iniciativas de retrofit e reuso urbano ganhem força nos próximos anos”, finaliza.

