Por: Hilton Gouveia
Especial para o BLOGdoGM

Um árabe procedente do Egito, de acordo com um historiador guarabirense, o professor Vicente Barbosa, autor do livro “Memórias do Futebol Guarabirense”, foi quem introduziu o futebol em Guarabira e adjacências, no ano de 1927, esporte inventado 50 anos antes pelo inglês Charles Miller.

  • Seu nome original era Youssef Almeida Byomy Eldadis, rebatizado no Brasil, como José Almeida do Egito.

Esta figura das Arábias, que constituiu família em Guarabira, a 100 Km de João Pessoa, um dia muniu-se de uma bola de couro marca Drible e foi fazer “embaixadas” na feira de Belém-PB.

  • Então acabou preso por um zeloso policial, que sustentou a queixa de que o “árabe brincava perigosamente com uma bomba”.

O historiador Vicente Barbosa, defende Zé do Egito como “prestador de um grande serviço ao Brejo Paraibano”, por divulgar, aqui um esporte que se tornou o mais popular do Brasil, numa época em que o golfe e similares era quem brilhavam nos gramados.

  • Almeida, que jogava como atacante (center-half), deu-se bem na posição até chocar-se em campo com Assis do Juá e machucar uma perna.

Almeida ganhava a vida dirigindo seu caminhão de carga.

  • Sua última esposa, Josefa Pereira, nunca aprendeu a língua do marido.

A filha Maria de Fátima Almeida, diz que era muito pequena para lembrar as feições do pai.

  • Ainda hoje, descendentes de Almeida Moram em Guarabira.

Ele nasceu em 20 de janeiro de 1897, em Afteh, a 280 Km do Cairo.

  • Ninguém dispõe de fotos da época do Árabe no Futebol de Guarabira.

NOTA DO REDATOR DO BLOGdoGM – As imagens coloridas são meramente ilustrativas, para dar ideia ao leitor de como ocorreu a narrativa dos fatos verdadeiros trazidos à lume pelo repórter Hilton Gouveia.

  • As imagens em preto e branco são reais, mostrando o local onde eram disputadas as partidas de futebol em Guarabira, na década de 1920.

Uma delas, era no mesmo local da feira livre, na rua de barro batido, cercada de casarões antigos no estilo chalé de porta e janela neocolonial, sem terraço e nem jardim.

  • Os bancos das barracas eram feitos de madeira, desmontáveis após o encerramento das atividades comerciais da feira livre.

Ainda não havia nenhuma praça, calçamento ou meio-fio construído na via pública, naqueles tempos.

  • A outra foto mostra o início da urbanização do centro da cidade conhecida como “Rainha do Brejo”, com imagem aérea destacando a Catedral de Nossa Senhora da Luz, a “Praça dos Pombos” e a avenida Lima e Moura.

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