POR: HILTON GOUVEIA
ESPECIAL PARA O BLOGdoGM

Vc sabia que o tresloucado bandeirante Domingos Jorge Velho morreu e enterrou-se em Piancó-PB, onde deixou uma fazenda?

  • Outro que veio aqui, na Capital paraibana, foi Teodósio de Oliveira Ledo.

Este, após obter munição de boca, pólvora, paçoca e farinha, com o governador Manoel Albergaria, também conseguiu ordens para matar e escravizar índios, contanto que contribuísse com 20% das presas para o acervo do governador.

  • Assim estaria com o caminho livre de índios no Sertão e Cariri, para a implantação de currais de gado.

O fundador de Campina Grande, Teodósio de Oliveira Ledo, também esteve em João Pessoa, no início do século 18.

  • Ele pediu ajuda em víveres, pólvora e armas.

O governador João de Albergaria deu a ele, por escrito, licença para matar índios cariris e tarairius à vontade, conquanto que separasse uma quinta parte, para serem escravos do governador.

  • Ele atacou aldeias com milhares de índios no Sertão e Cariri, subjugando a todos pelas armas e, assim, deu início a implantação de currais de gado nesta área.

Domingos Jorge Velho é elogiado como herói por alguns historiadores, mas há quem faça variadas acusações contra ele, com base em documentos históricos incontestáveis.

  • Este homem, que nasceu em Vila de Parnaíba (SP) no dia 13 de março de 1641, após destruir o Quilombo de Palmares, em 1694, instalou-se com uma fazenda em Piancó-PB, onde chegou a causar estranheza aos habitantes locais, por misturar o idioma português com dialetos indígenas variados e a vestir-se apenas com uma tanga de Coroatá, usando, como armas, flechas, arcos e um bacamarte.

Autores da História brasileira atribuem a Jorge Velho, a autoria de mais de mais de 100 mil mortes entre Índios, negros e escravos.

  • Os números podem parecer exagerados, mas, levando-se em conta os cálculos de que Palmares tinha cerca de 35 mil habitantes e que desses, além de Zumbi e mais cerca de 100 guerreiros do seu Estado Maior, ninguém viu mais viv’alma e que os quilombos satélites não tinham como alojar tantas pessoas, calcula-se que, ali, Jorge Velho e seus mercenários mataram mais de 30 mil pessoas, entre negros, índios e foragidos diversos.

A home biografia diz que “Jorge Velho manteve sua pose de herói só em livros didáticos e encomendados”.

  • “Porém – continua a editora biográfica – ” a máscara dele, de herói histórico, começou a cair após pesquisas modernas acuradas e agudamente críticas, que vieram a realçar o caráter maléfico do bandeirante mais famoso do Brasil.

Dizem que, quando menino, “Dominguinho” ia praticar tiro ao alvo dentro das tribos e senzalas.

  • Ele casou velho, com mais de 30 concubinas índias, mamelucas e escravas.

Domingos Jorge Velho deixou fazenda em Piancó, onde morreu.

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