
A edição do Diário Oficial do Estado da Paraíba (DOE) nº 17.659, de 2 de abril de 2022, coloca fim a mais longeva gestão contínua da Polícia Militar da Paraíba (PMPB), desde a sua criação em 3 de fevereiro de 1832.
Iniciada em 1º de janeiro de 2011, conforme DOE nº 14.533, de 3 de janeiro de 2011, após 11 anos e 3 meses ininterruptos de planejamentos e decisões estratégicas.
A partir de uma inquietude de pesquisa, buscou-se comparar o perfil numérico e de idade do efetivo ativo da Polícia Militar da Paraíba, nas duas datas: 1º de janeiro de 2011 e 1º de abril de 2022.
Apoiando-se nos dados publicados no Diário Oficial do Estado e no Sistema Sagres Online do Tribunal de Contas do Estado, demonstra-se esse perfil conforme a seguir.
No tocante ao efetivo ativo, tinha-se em 1º de janeiro de 2011 o total de 9.412. Em 1º de abril de 2022 esse quantitativo passou a ser de 8.981, entre homens e mulheres, independentemente de outras variáveis, portanto, uma redução na ordem de 4,6%.
Analisando o cenário do perfil etário da Corporação, constata-se que a média em 1º de abril de 2022 atingiu 41 e a mediana 40 anos. Ao passo que em 1º de janeiro de 2011, a média estava em 37 e a mediana em 39 anos de idade.
Isso implica dizer que no quesito média de idade houve um aumento de 10,8% e na mediana em torno de 2,6%.
Portanto, outro desafio que se coloca na mesa do planejamento estratégico, sistêmico e holístico para a governança do efetivo ativo da Polícia Militar da Paraíba (PMPB), diz respeito ao binômio: menor X mais velha.
A atividade laboral de polícia ostensiva acelera o desgaste da saúde desses profissionais que, conjugando uma série de fatores tais como alimentação, sono, descanso, atividade física, contínuo nível de cortisol, adrenalina e noradrenalina, colocam como desafio master para qualquer política de gestão de recursos humanos, a melhoria da qualidade de vida e consequente maior tempo apto para o serviço operacional e administrativo.
Pouco será útil ter equipamentos, softwares e tecnologias de última geração numa empresa ou instituição, se o seu quadro de operadores não apresenta compatibilidade quali-quantitativa para fazer funcionar e alcançar a eficiência, eficácia e efetividade das ferramentas quando se propuseram a adquiri-las e colocá-las em uso para uma melhor prestação de serviço aos seus stakeholders (“partes interessadas”, na tradução livre do idioma inglês norte-americano para o português falado no Brasil).
Por fim, está posto apenas um dos vários desafios da gestão que ora se inicia na instituição mais antiga do Estado paraibano, sempre com o escopo da qualidade permanente da prestação de serviço em segurança pública para a população residente e os que, de passagem, podem necessitar em situações de urgência e emergência desses profissionais.
Onivan Elias de Oliveira
Tenente Coronel da Polícia Militar do Estado da Paraíba
VEJA ABAIXO O PRIMEIRO PRONUNCIAMENTO DO NOVO COMANDANTE-GERAL DA POLÍCIA MILITAR, CORONEL SÉRGIO, ANTES DE TOMAR POSSE OFICIALMENTE NO CARGO, EMBORA JÁ ESTEJA NOMEADO PELO GOVERNADOR PARA EXERCER A FUNÇÃO:

