Após visitar a barragem inicial de captação das águas da Transposição do Rio São Francisco, fonte principal das obras chamadas de Vertentes Litorâneas do Canal Acauã-Araçagi, em Itatuba, o Presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), dorme na noite desta quinta para sexta-feira, no Hotel de Trânsito do Grupamento de Engenharia, em João Pessoa, localizado na Avenida Epitácio Pessoa e depois embarca para viagem internacional à Georgetown, capital da antiga Guiana Inglesa, na fronteira com a Venezuela, decolando no avião rebatizado de “Santos Dumont” (antigamente apelidado de “Aero-Lula”), do aeroporto Castro Pinto. Ele deve voltar ao Brasil no mesmo dia.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deve assumir a Presidência da República por algumas horas nesta sexta-feira (dia 6). Isso porque além de Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também têm viagens agendadas para o exterior nos mesmos dias.

Esta será a primeira vez que Rodrigo Pacheco assumirá o posto mais alto do Executivo. O presidente do Senado é o terceiro na linha sucessória da Presidência e é chamado a assumir a função nas ausências do presidente, do vice e do presidente da Câmara.

Hamilton Mourão e Arthur Lira também terão compromissos fora do país. O general da reserva do Exército visitará o Uruguai entre esta quinta-feira (dia 5) e sábado (dia 7).

“Temos contato lá no Uruguai com o presidente, o vice-presidente e empresários. Tem as agendas da questão da navegação na Lagoa Mirim, o aeroporto de Rivera (situados na fronteira entre os dois países). Tem boas agendas para conversar lá. Tudo em Montevidéu”, disse Mourão.

O presidente da Câmara embarcará para Nova York. As agendas de Lira nos Estados Unidos ainda não foram divulgadas.

Mourão e Lira desejam se candidatar nas eleições de outubro. O vice-presidente, que se filiou ao Republicanos em março, é pré-candidato a uma vaga no Senado pelo Estado do Rio Grande do Sul. Já o deputado tentará a reeleição para a Casa Legislativa do Congresso Nacional que ele preside atualmente.

Se assumissem a principal cadeira do Palácio do Planalto agora, faltando menos de seis meses para as eleições, ambos seriam impedidos de concorrer às funções que almejam no Legislativo, de acordo com a Legislação em vigor.

Segundo sua assessoria, o Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, não viajará ao exterior nesta semana. Ele foi eleito em 2018 para um mandato de oito anos no Senado, que se encerrará no início de 2027.

Se ele também saísse do Brasil, caberia ao ministro Luiz Fux, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, chefiar o país no período de ausência de Bolsonaro, Mourão, Lira, Pacheco (se fosse o caso), como 5º integrante da linha sucessória no Brasil, em caso de vacância da Presidência da República, conforme a Constituição Cidadã promulgada em 05 de outubro de 1988, pelo falecido Deputado Federal Ulysses Guimarães (PMDB).

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