Evento abordou retenção de talentos, presença emocional da liderança, sustentabilidade humana e o papel da cultura corporativa no fortalecimento das equipes.

  • O LIDE Paraíba promoveu, na manhã desta terça-feira (dia 9), o encontro “Liderança, Engajamento e Cultura”, reunindo lideranças empresariais para refletir sobre estratégias de retenção de talentos, engajamento e construção de ambientes corporativos mais humanos e sustentáveis.

O evento contou com as participações de Waleska Vasconcelos, advogada e gestora do GCP&B, empresa de assessoria jurídica estratégica, e Márcia Matias, executiva de Recursos Humanos do Magalu, que trouxeram experiências práticas e análises sobre os desafios da gestão de pessoas em um mercado cada vez mais complexo.

  • Para o presidente do LIDE Paraíba, Gabriel Galvão, a discussão é essencial para o futuro das organizações.

“Mais do que processos, são as pessoas que determinam o sucesso de uma organização. Debates como este permitem que líderes compartilhem experiências e identifiquem estratégias para construir ambientes de trabalho mais humanos, colaborativos e capazes de reter talentos essenciais para o crescimento sustentável das empresas”, destacou.

A presença que transforma

  • Na visão de Waleska Vasconcelos, gestora administrativa da GCP&B, a liderança em tempos de incerteza exige muito mais do que capacidade técnica.

Professora titular do curso de Direito e do Programa de Pós-graduação em Direito do UNIPÊ, com mais de 20 anos de experiência acadêmica, explicou que a diferença está na forma de se relacionar.

  • Segundo ela, gestores garantem a execução e a previsibilidade, mas líderes são aqueles que conseguem redesenhar o mapa, inspirando e mobilizando pessoas para enfrentar adversidades.

Em sua fala, a advogada ressaltou que a presença emocional é um dos pilares mais urgentes do ambiente corporativo:

  • “Estar de corpo presente, mas emocionalmente ausente, enfraquece a confiança e o senso de pertencimento das equipes”.

“A presença que transforma não é a que marca ponto, é a que marca pessoas. Líderes que escutam com profundidade e acolhem com empatia criam ambientes seguros e humanos”, disse.

  • A gestora do GCP&B destacou que, em cenários incertos, segurança vem de relacionamentos confiáveis, e não de respostas prontas.

Waleska Vasconcelos reforçou que a vulnerabilidade e a transparência do líder são estratégicas para construir confiança, pois admitir o que não se sabe fortalece vínculos.

  • “Em momentos de incerteza, não são as respostas definitivas que dão segurança, mas os relacionamentos de confiança. Líderes eficazes conduzem suas equipes com coragem, propósito e transparência, mesmo sem ter todas as soluções.”

Cultura como motor de engajamento

  • A executiva Márcia Matias, atualmente à frente da Gestão de Pessoas do Magazine Luiza e com formação internacional em Coaching (PSC_IBC), certificações pelo Disney Institute e vivências em gestão pela Amana-Key, trouxe para o debate a experiência do Magalu, onde a cultura organizacional é considerada o maior ativo competitivo da empresa.

De acordo com a especialista, em meio a tantas transformações, o que mantém a empresa próspera é a solidez de seus valores.

  • “Nossa cultura nasceu da nossa história e se sustenta em pilares como propósito, valores inegociáveis e a regra de ouro. Esses elementos mantêm o fogo do engajamento aceso, mesmo em tempos desafiadores”, explicou.

Ela afirmou ainda que a chama do engajamento é o coração da produtividade, defendendo que cabe ao líder inspirar e reacender o espírito interior das pessoas em momentos de crise ou esgotamento.

  • “Não se trata apenas de manter processos, mas de garantir que cada colaborador encontre sentido no que faz e se conecte de forma genuína com a missão da organização”.

Márcia Matias também destacou que a liderança precisa ser inspiradora e pedagógica, combinando clareza nas regras e flexibilidade humana.

  • Segundo ela, a criação de uma cultura forte e positiva retém talentos, reduz o absenteísmo, melhora o desempenho geral e impacta diretamente a experiência do cliente.

Sustentabilidade humana como diferencial competitivo

Ao longo das discussões, as duas palestrantes convergiram em torno da ideia de que as empresas precisam enxergar a sustentabilidade humana como novo diferencial competitivo.

  • Isso significa investir no bem-estar físico, emocional e social dos colaboradores, reduzindo riscos de burnout, aumentando o engajamento e fortalecendo a reputação institucional.

Waleska Vasconcelos destacou que organizações centradas em pessoas são mais inovadoras e resilientes, e que o bem-estar do colaborador impacta diretamente na experiência do cliente.

  • Márcia Matias reforçou que a cultura corporativa deve estar alinhada ao propósito da empresa para gerar equipes de alta performance, capazes de atravessar períodos de instabilidade com criatividade e consistência.

Felicidade organizacional: um caminho para retenção

  • Outro tema abordado foi a felicidade organizacional, definida como o estado de propósito e significado no trabalho.

Para as palestrantes, colaboradores satisfeitos não são necessariamente engajados, mas aqueles que encontram sentido no que fazem e sentem pertencimento, são os que mais contribuem para a produtividade e a inovação.

  • O encontro faz parte do calendário de atividades do LIDE Paraíba, que tem promovido debates estratégicos e aproximado empresários e executivos em torno de temas fundamentais para o fortalecimento da economia e do ambiente de negócios aqui no Estado.

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