
Por: Hilton Gouveia
Especial pra o BLOGdoGM
- A caça legal à baleia começou na Paraíba em 1911.
Depois desta data, muitos industriais se revezaram nessa atividade.

- Em 1958, com o advento da Copesbra – CIA de Pesca Norte do Brasil – a exploração da atividade aumentou, tendo em vista a experiência e a tecnologia japonesa, secularmente explorando a caça a este cetáceo, para alimento de boa parte da população de países asiáticos.
Pelas estatística oficiais, apenas no ano de 1974, a Copesbra capturou 743 baleias.

- Se esta média permaneceu, até 1986 as capturas promovidas pela Copesbra chegaram a pelo menos 9.239 animais.
Se contarmos os números de capturas promovidos a partir de 1911, quando a atividade iniciou, 47 anos antes da Copesbra, a mortandade desses cetáceos vai beirar os 15 mil espécimes.

- Nos anos de 1980, empresas de turismo transformaram o corte da baleia morta, em Costinha, em espetáculo.
Era um teatro macabro, ao ar livre, e assistido por turistas e visitantes de todo o mundo.

- Tudo isto acabou em 1986, com a intervenção da Apan – Associação Paraibana de Amigos da Natureza – CIB -Comissao Internacional da Baleia – e Greenpeace.
Deste momento em diante, sumiu da costa paraibana o grito Kujira Haken (baleia à vista, em japonês), dado quando o gaveeiro, lá de cima do mastro do navio, avistava a baleia que seria o alvo.

- NOTA DO REDATOR DO BLOGdoGM – Alguns estudiosos e pesquisadores do assunto, dizem que nos registros oficiais (sigilosos) da Copesbra, consta que em exatos vinte e nove anos de funcionamento se computou o abate de aproximadamente 22 mil animais.
Detalhe: Dizem que esses números enormes (secretos) não eram informados às autoridades responsáveis pelo controle das cotas de captura anuais, sendo – logicamente – subfaturados (anotados a menor, numa estratégia contábil para pagar menos imposto pela matança dos cetáceos).
- CRÉDITO DAS FOTOS: Museus de Lucena e da Fortaleza de Santa Catarina, em Cabedelo

