
Ação da Academia Paraibana de Poesia reuniu alunos, professores e escritores em roda de conversa marcada por escuta, troca e identificação, em João Pessoa.
- A manhã desta sexta-feira passada (dia 20) foi de poesia viva, escuta e descobertas na Escola Cidadã Integral Técnica Tenente Lucena, no bairro dos Ipês, em João Pessoa.
A primeira edição do projeto “A Poesia Paraibana na Sala de Aula”, promovido pela Academia Paraibana de Poesia (APP), reuniu estudantes, professores e escritores em um encontro que levou a literatura para além das páginas e colocou autores e leitores frente a frente.
- Realizada dentro do ambiente escolar, a atividade transformou a sala de aula em um espaço de troca direta, onde os estudantes puderam ouvir, questionar e dialogar com poetas atuantes na cena literária paraibana.

Participaram do encontro os acadêmicos da Academia Paraibana de Poesia:
- Boisbaudran Imperiano, advogado e escritor,
- Francisca Vânia Rocha, presidente da APP, e
- Jairo Rangel, ex-presidente da APP
Ao longo da programação, os autores compartilharam experiências sobre escrita, processo criativo e trajetória literária, aproximando a produção contemporânea do cotidiano dos estudantes.
Para o acadêmico Boisbaudran Imperiano, o contato direto é o principal diferencial da proposta.
“Quando o estudante percebe que a poesia não é algo distante, mas algo que pode ser feito por ele, a relação com a literatura muda completamente. Esse encontro cria identificação e abre caminhos”, destacou.
- A participação dos alunos foi marcada pelo interesse e pela identificação com as temáticas abordadas.
Para a estudante Lívia Rodrigues, de 14 anos, o encontro trouxe uma nova perspectiva sobre a escrita.

- “A gente percebe que pode falar sobre o que sente, sobre a nossa realidade. A poesia fica mais próxima da gente”, relatou.
Já o estudante Deyverson Henrrique, de 15 anos, aluno do 1º ano do ensino médio, destacou a experiência de estar frente a frente com os autores.
- “É diferente quando a gente escuta quem escreve falando. Dá mais vontade de ler e até de tentar escrever também”, afirmou.

A atividade dialoga diretamente com o projeto pedagógico da escola, “Além das Cicatrizes”, que incentiva os estudantes à produção textual como forma de expressão e ressignificação de vivências.
- Para a professora de Língua Portuguesa Ione Machado, a iniciativa fortalece o trabalho desenvolvido em sala de aula.
“Quando os alunos percebem que suas histórias podem virar texto e que isso tem valor, o envolvimento muda completamente. Eles passam a se reconhecer nesse processo”, explicou.

- A gestão escolar também destacou a importância da ação como instrumento de ampliação de repertório e estímulo à formação crítica.
“Trazer a Academia para dentro da escola é uma forma de ampliar horizontes e mostrar que a literatura está viva e acessível. É uma experiência que marca”, afirmou o diretor da unidade, Wender Imperiano Ribeiro Soares.
- Para a presidente da Academia Paraibana de Poesia, Francisca Vânia, a proposta do projeto é justamente criar pontes entre os escritores e o público jovem.

“A Academia tem esse compromisso de fazer a poesia circular, de sair dos espaços tradicionais e chegar onde ela pode provocar transformação, como a escola”, ressaltou.
O encontro também contou com o sorteio de livros de autoria dos próprios poetas, ampliando o acesso dos estudantes a obras contemporâneas produzidas no aqui mesmo no Estado.

