Nunca dantes na História da Paraíba, desde que o Brasil foi descoberto oficialmente pelo navegador português Pedro Álvares Cabral, no dia 22 de abril de 1500, que não havia sido feito um investimento com recursos públicos de tamanha importância e envergadura na área ocupada pela Ilha de Stuart, localizada no arquipélago do rio Paraíba, na desembocadura do corpo d’água fluvial já bem próximo ao seu encontro com o mar, ou seja, quase na boca da barra do Porto de Cabedelo, na plataforma continental de acesso ao Oceano Atlântico.

Hilton Gouveia
Especial para o BLOGoGM

  • A ilha de Stuart tem este nome graças ao seu segundo dono, o inglês Francis Jordan Stuart.

Ela foi incorporada ao trecho da Ponte do Futuro Governador José Maranhão, que ora chega com seus assentamentos a uma das áreas mais históricas do Estuário do Rio Paraíba, na parte que concerne ao município de Santa Rita antes da conquista da Paraíba, quando ela fazia parte dos sagrados Campos de Caça dos índios potiguaras, da nação e língua tupi.

  • Enquanto os portugueses não davam com os costados por ali, piratas franceses, aliados aos potiguaras, exploravam, nesta área, o contrabando do Ibirapitanga, o popular pau Brasil, que, por fornecer uma purpurina de boa qualidade, obteve preço maior do que o ouro na Europa e Ásia.

Em 1613, ainda devoluta e virgem, ela foi dada em sesmaria ao capitão e historiador Ambrósio Fernandes Brandão, o Brandonio, que negligenciou o uso de suas terras.

  • Nesta época, no mapa do alemão Matthaus Mariander, a ilha era denominada, apenas de Eine Grosse insel – uma grande ilha.

Já na cartografia do italiano Andreas António Horátius, sua denominação passou a Ilha das Balancias (1639).

No início do século XIX ela é adquirida pelo Consul inglês Francis Jordan Stuart.

  • Antes foi conhecida por Ilha do Padre João Coelho.

Em agosto de 1856, Maria Francisca da Conceição comprou parte da ilha por 500 mil réis.

  • Seu maior patrimônio histórico é o cemitério inglês, onde até 1928 só eram sepultados anglicanos.

Os cemitérios católicos do Brasil não permitiam que pessoas dessa religião fundada por Henrique VIII, da Inglaterra, fossem sepultados neles.

  • Hoje, o cemitério anglicano está parcialmente tomado pelas águas e coberto de areia, completamente relegado ao esquecimento.

VEJA ABAIXO IMAGENS INÉDITAS GRAVADAS POR DRONE, ACOMPANHANDO O ANDAMENTO DAS OBRAS, DENTRO DO TERRENO DA ILHA DE STUART E TAMBÉM NO OUTRO LADO DO RIO PARAÍBA, EM LIVRAMENTO, NA ZONA RURAL DO MUNICÍPIO DE SANTA RITA:

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