
Neste 13 de agosto, o Corecon-PB celebra a profissão que transforma números, cenários e evidências em conhecimento para orientar decisões e compreender os caminhos do desenvolvimento
- A economia está nos números que aparecem todos os dias, mas o trabalho do economista começa justamente onde eles terminam.
É preciso interpretar o que está por trás de um índice de inflação, de uma taxa de juros, do crescimento do PIB, da geração de empregos ou da renda das famílias para compreender como esses movimentos se relacionam e quais efeitos produzem sobre empresas, governos e a vida da população.
- É essa capacidade de interpretar cenários, identificar relações, medir impactos e projetar possibilidades que o Conselho Regional de Economia da Paraíba (Corecon-PB) destaca neste 13 de agosto, Dia do Economista.

A data marca a regulamentação da profissão no Brasil, em 1951, e ganha, na Paraíba, uma dimensão particular pela trajetória de um dos mais importantes pensadores brasileiros do desenvolvimento: o economista paraibano Celso Furtado.
- Nascido em Pombal, Furtado construiu uma obra que ultrapassou a análise dos indicadores econômicos para investigar as estruturas que produzem desenvolvimento, desigualdade e subdesenvolvimento.
Seu pensamento permanece presente nas discussões sobre o futuro do Brasil e do Nordeste, e volta a ocupar espaço em João Pessoa nesta semana, com a realização do VII Congresso Internacional do Centro Celso Furtado.
- Nesse contexto, o Corecon-PB concede a Medalha “Celso Furtado” – Mérito Economista, instituída pelo Conselho em 2013 para homenagear economistas ou personalidades que tenham se destacado pelo estudo e pela divulgação da obra do pensador paraibano.

O homenageado desta edição foi o economista Carlos Pinkusfeld Bastos, diretor-presidente do Centro Celso Furtado.
- Entre os nomes anteriormente agraciados estão Rosa Freire d’Aguiar, viúva de Celso Furtado, André Tosi Furtado, filho do economista, e o professor Cláudio Furtado.
Para o presidente do Corecon-PB, Werton Oliveira, a data representa uma oportunidade para ampliar a compreensão sobre o alcance da profissão.

“O economista trabalha com números, mas seu trabalho não se resume a eles”.
- “Existe uma responsabilidade muito grande em interpretar os dados, compreender as estruturas que estão por trás dos indicadores e transformar conhecimento em informação capaz de orientar decisões. É uma profissão que dialoga diretamente com os grandes desafios da sociedade.”
É com essa perspectiva que o Corecon-PB prepara para o próximo dia 27 de agosto a apresentação de um estudo elaborado pela Comissão de Conjuntura Econômica do Conselho.
- A análise reúne indicadores econômicos e sociais da Paraíba e propõe uma leitura sobre os avanços, as contradições e os desafios que se apresentam ao Estado.
Os resultados serão apresentados ao público durante um evento, mas o estudo já traduz uma das frentes de atuação que a atual gestão pretende ampliar:

Produzir conhecimento econômico sobre a realidade paraibana e colocá-lo à disposição da sociedade.
- Para Werton, celebrar o Dia do Economista também significa reafirmar essa responsabilidade.
“Temos uma oportunidade importante de fazer da economia uma ferramenta de compreensão da nossa realidade”.
- “Quando olhamos para a Paraíba com dados, método e conhecimento técnico, conseguimos enxergar tanto os avanços quanto aquilo que ainda precisa ser transformado”.
“Esse é um dos compromissos do Corecon-PB: valorizar o economista e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento do Estado.”

- Durante o evento do próximo dia 27, o Corecon-PB pretende abrir essa discussão de forma mais ampla, apresentando uma análise que parte dos indicadores para chegar às questões que realmente importam:
Como a Paraíba está crescendo, quem participa desse crescimento e quais caminhos podem fazer com que desenvolvimento econômico se traduza em mais renda, produtividade e oportunidades.
- É, em essência, uma forma de celebrar a profissão fazendo aquilo que melhor a representa:
Olhar para a realidade, compreender seus movimentos e ajudar a construir as perguntas que orientarão as decisões do futuro.

