Por: Giovanni Meireles
Jornalista com Diploma – Redator do BLOGdoGM

Eu e Seu Sérgio somos torcedores do Fluminense.

  • Atenção para a palavra: eu falei torcedores, e não, fanáticos.

A gente torce com emoção, mas também com os olhos da razão.

  • Quando o time está mal escalado, jogadores desmotivados, contexto da partida desfavorável, já sabemos que nosso Fluzão é um forte candidato a perder.

 

Por exemplo: quando jogamos com a LDU em Quito, no Equador e perdemos lá por 1×0, teríamos que ganhar no jogo de volta no Maracanã por 2×0 ou 3×1 (dois gols de diferença), mas só vencemos pelo placar de 2×1.

  • No agregado dava tudo igual: 2 a 2.

Só que, na época, a CONMEBOL adotava na Libertadores o critério “do gol vale mais fora de casa” e aí, a gente já entrou em campo quase sabendo que ia perder.

  • Era muito difícil vencer aquela partida desigual. Ganhamos, mas não levamos.

Nem a galera cantando “A Benção João de Deus” serviu pra desencantar nosso ataque e deslancharmos numa chuva de gols.

  • O terceiro gol – é claro – não saiu, não teve pênalti, nem prorrogação e a LDU fez a festa sozinha, somente deles, bem na frente da arquibancada verde-branca-grená no ex-Maior Estádio do Mundo.

“A engenharia na história e histórias de um engenheiro”, da autoria de Sérgio Rolim Mendonça, concorreu no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 com um livro de cunho ideológico chamado “Biodiesel e renda camponesa: a despossessão de terras na Bahia” e mais outros três títulos técnicos em áreas completamente diferentes, dentro da mesma disciplina, mas sobre os temas Engenharia Química, Mecânica dos Fluidos e “Usinas fotovoltaicas flutuantes: laboratórios a céu aberto”.

  • Nada de construção. Zero de história. Narrativa romanceada??? Linguagem rebuscada: nem de longe…

É a mesma coisa que fazer um torneio de futebol de campo, estilo “pelada”, tradicionalmente disputado no chão de terra batida ou até com grama padrão FIFA plantada, só que – dessa vez – jogado dentro de uma piscina olímpica com água escorrendo pelas bordas, tendo três equipes de voleibol de quadra como oponentes do outro lado.

  • O ganhador está obviamente “cantado” desde o início das partidas. Será o time de pólo aquático!!!

É o mesmo que comparar uma briga de peixe contra leão e águia, só que dentro d’água. Você já sabe quem vai ganhar desde o começo da disputa.

  • Seu Sérgio já entrou no auditório “meio” perdido, mas foi o Campeão Moral (*) do concurso literário, embora não tenha subido no palco debaixo das luzes dos holofotes e nem no foco das câmeras de TV.

Agora, ele ostenta um Selo de Qualidade como “Indicado ao Prêmio Jabuti Acadêmico” na capa do seu livro gostoso de ler, cheio de gráficos, ilustrações, fórmulas matemáticas, equações indecifráveis para nós (leigos na matéria científica em si), mas fascinados pela sua fácil narração dos fatos vividos em meio a terremotos e lagoas de estabilização em toda a América Latina, com histórias recolhidas em sua passagem por diversos países, viajando e construindo obras engenhosas, do Caribe ao Cone Sul.

  • Valeu a pena vibrar, assistindo a transmissão ao vivo pelo YouTube e ver meu amigo tricolor entre os melhores cinco escritores do Brasil.

Foi e é – sempre – uma honra bater no peito e dizer: ele é meu confrade, irmão, conterrâneo e tudo mais de bom, como pesquisador, estudioso, professor, inventor. Uma super figura humana do bem.

  • Por fim, voltando ao futebol. O Brasil terminou a Copa do Mundo de 1978 invicto, mas em 3º lugar.

(*) CAMPEÃO MORAL – Expressão criada pelo ex-técnico da Seleção Brasileira de Futebol, o falecido capitão do Exército Cláudio Coutinho, após a eliminação da equipe canarinha na Copa do Mundo da Argentina, em 1978, quando Los Hermanos compraram os peruanos pra levar uma goleada de 6×0 e classificar por tabela (na combinação de resultados do placar) os donos da casa, quando o nosso time era bem melhor, com Zico, Roberto Dinamite, Rivelino e o goleiro Leão, entre outros craques da época, remanescentes da Geração do Tri, no México, em 1970, quando ainda tínhamos Gerson, Tostão, Jairzinho e Pelé, por exemplo.

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