
A Direção do Centro de Educação da UFPB convida todos/as para o lançamento do livro “Eu, fragmentada”, de autoria da professora Maria Salete van der Poel, em que somos chamados a percorrer os fios que tecem a colcha de retalhos de uma vida dedicada ao outro.
- Nestas páginas, a autora resgata suas memórias para explicar a gênese de uma vocação irrefreável: a de transformar o mundo pelo saber.
DATA
29/10/2026 (QUINTA-FEIRA)
HORÁRIO
16h
LOCAL
Auditório do CCSA – CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA

- Salete é uma das pessoas mais inteligentes que já conheci e comprometida com uma Educação libertadora.
“Tive a honra de conviver com ela em várias ações/lutas do movimento dos Fóruns de EJA (Educação de Joven e Adultos) do Brasil e de forma particular na Paraiba”, revela a educadora Zoraida Arruda.
- Nem a ditadura (da qual sobreviveu) nem os desafios de perdas em sua vida a fizeram arrefecer da luta.
Hoje, com limitações físicas, com avanço da idade e dependendo de cadeira de rodas, continua firme em seus ideais.

NOTA DO REDATOR DO BLOGdoGM – Eu convivi com Salete na época em que cursava História no CCHLA, EM MEADOS DOS ANOS 1990.
- Minha ponte com ela era Jomard Muniz de Britto, meu professor também no curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, no antigo DECOM, atual CCTA.
Eu fazia as duas graduações ao mesmo tempo.
- Jomard era também discípulo de Paulo Freire em Recife-PE, no início dos anos 1960.
Também foi preso pelo Exército no Forte das Cinco Pontas, após o Golpe de 1964.

TRECHOS BIOGRÁFICOS DA AUTORA
- Natural de Campina Grande, Paraíba, Maria Salete van der Poel foi presa 17 vezes durante a ditadura militar, estudou e trabalhou com Paulo Freire, de quem foi amiga até sua morte, em 1997.
Pioneira da educação carcerária no Brasil, professora aposentada da Universidade Federal da Paraíba.
- Com uma vida dedicada à educação de camponeses, operários, domésticas, prostitutas, meninos de rua, internos em manicômios e presídios, aos 89 anos, ainda hoje Maria Salete tem uma memória de fazer inveja a muitos jovens.
É Cofundadora e participante ativa até hoje da Rede de Letramento de Jovens e Adultos da Paraíba (Releja).

- Ela é irmã de Eneida Agra Maracajá, ativista cultural de Campina Grande, idealizadora do Bloco da Saudade e do Festival de Inverno da cidade conhecida popularmente como “Rainha da Borborema”.
Salete miliou no Centro Estudantal Campinense, em Campina Grande, e quando fez vestibular, passou para a Juventude Universitária Católica (JUC) e a partir de 1962 entrou para a Ação Popular (AP).
- Foi fundadora da CEPLAR – Campanha de Educação Popular e atuou criando os Centros Populares de Cultura (CPCs) e lecionando alfabetização para a Liga Camponesa de Sapé.
Ela foi presa pela primeira vez em 1964, em Campina Grande.

Esta prisão foi a primeira de outras 17 vezes.
“Estava dando aula à minha turminha quando o exército chegou, armado de fuzil e metralhadora, cercou a casa onde nós tínhamos nosso colégio. Imagine a balbúrdia e a confusão. Me colocaram no camburão”, relembra Salete.
- “Do quartel de Campina Grande começaram a nos levar para o quartel de João Pessoa, em Cruz das Armas, foi mais sério. E pior ainda quando de João Pessoa nos levaram para o Quartel General de Recife, onde a coisa foi mais feia. Teve tempo que passei três meses presa em Recife-PE”, acrescenta.
A trajetória dela nas universidades da Paraíba e Pernambuco, assim como em várias prisões, você pode acompanhar no link abaixo…
VEJA A ENTREVISTA COMPLETA NO ENDEREÇO ABAIXO (BASTA COPIAR E COLAR) OU SEJA: Fazer Control_C + Control_V
- https://www.extraclasse.org.br/educacao/2019/06/se-eu-perder-a-utopia-eu-perco-a-vida/

