Por Wellington Corlet dos Santos

  • Na histórica noite do dia 4 de dezembro de 2024, o já tradicional Teatro Santa Catarina, em Cabedelo, Estado da Paraíba, foi o berçário da Academia da Mulher Cabedelense de Letras, Artes e Ciências Litorânea (AMCLAC):

um grupo composto por grandes mulheres, determinadas a estudar, pesquisar, divulgar e defender as Letras, as Artes, e as Ciências.

  • Esse magnífico evento serviu para enriquecer, ainda mais, o grande papel desempenhado pelas mulheres ao longo do tempo na história de Cabedelo, da Paraíba, do Brasil e, claro, do Teatro Santa Catarina.

Saudação e profunda gratidão à presidente, Srª Tânia Castelliano, e a todas as demais, e agora “imortais”, acadêmicas fundadoras.

  • Não por acaso, notáveis e inesquecíveis mulheres foram escolhidas para serem homenageadas, compondo o seu quadro de Patronesses.

Iniciada a solenidade de criação e de posse das acadêmicas fundadoras, não há como não lembrar que, 165 anos atrás, em Cabedelo, esteve presente Sua Majestade Imperial, o Senhor Dom Pedro II, grande incentivador e promotor da cultura.

  • Certamente, em espírito, esteve ele presente, rejubilando-se em testemunhar, pessoalmente, do que hoje a mulher cabedelense é capaz!.

Dentre as várias acadêmicas fundadoras que tomaram posse, destaca-se a minha amiga Srª Abimadabe Vieira, Coordenadora da Educação para o Trânsito do Município de Cabedelo e Observadora Certificada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

  • A Srª Abimadabe ocupou a Cadeira nº 17, com a imensa responsabilidade de honrar a sua Patronesse, a Srª Esperança Garcia, que foi uma mulher negra escravizada, que viveu na segunda metade do século XVIII, no Nordeste brasileiro, e que é considerada a primeira mulher negra advogada do Brasil, por ter denunciado formalmente, por meio de petição, os maus-tratos e abusos físicos praticados contra ela, seu filho e companheiras de cativeiro.

O Teatro Santa Catarina foi palco de uma noite histórica e Cabedelo estava sob um céu de estrelas.

  • Com certeza, é difícil encontrar as palavras certas para narrar a solenidade e, mais difícil ainda, para tentar descrever as emoções de cada uma das orgulhosas acadêmicas fundadoras, todas elas graciosamente aformoseadas pelas suas belas histórias de vida.

Justo e necessário foi, que elas se fizeram acompanhar por familiares e amigos, para que, na ausência das palavras, eles vissem e cressem.

  • As emoções não são feitas para se descrever, mas sim para senti-las.

Contudo, compartilhá-las é importante, pois são experiências de vida e fazem parte do permanente aprendizado humano.

  • Crianças, Jovens, adultos, idosos, mulheres, homens, parentes, amigos, todos reunidos, testemunhando a solenidade, conectando gerações e comungando do mesmo espírito cultural proporcionado pela nascente Academia.

Um fato que será transmitido pelas gerações; um fato a ser registrado para os historiadores do futuro; um fato que ficará gravado na memória das crianças que lá estiveram, e que terão o orgulho de dizer, lá no futuro:

  • “Eu estava lá!”.

Por esses motivos, a agora “imortal”, Srª Abimadabe Vieira, que ainda está em êxtase, também convidou os seus para que vissem e cressem.

  • Atendendo ao irrecusável convite dela, compareci à solenidade e fui uma das testemunhas daquela histórica noite, no Teatro Santa Catarina, onde ela me expressou a mais sincera gratidão aos amigos que lá compareceram:
  1. o Capitão de Fragata Ronaldo Almeida Miranda Júnior, Capitão dos Portos da Paraíba;
  2. o Coronel Wellington Corlet dos Santos, este autor;
  3. o Vereador Fabrício Magno;
  4. a Srª Tatianne Oliveira; e
  5. a sua querida amiga Daniela Silva.

  • Não esqueceu ela, também, do saudoso Sr. José de Arimatéa (In memoriam), da Associação Brasileira dos integrantes do Batalhão Suez, que certamente teria comparecido, se vivo fosse.

E, para os que não puderam comparecer, não há outros meios além de transcrever as suas próprias palavras:

  • “Sinto-me emocionada e lisonjeada, por integrar este grupo tão especial e assumir o compromisso de contribuir com os objetivos e a missão da Academia da Mulher Cabedelense de Letras, Artes e Ciências Litorânea (AMCLAC) que, sem dúvida, desempenhará um papel relevante no fortalecimento da cultura em Cabedelo – PB”.

Assim, na qualidade de testemunha do nascimento da Academia da Mulher Cabedelense de Letras, Artes e Ciências Litorânea, eu lavrei o presente termo que por mim segue assinado.

  • Excelsior!

  • Wellington Corlet dos Santos
    Coronel R-1 do Exército
    Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira/Mato Grosso do Sul (ANVFEB/MS)
    Associado correspondente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil (IGHMB)
    Associado correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul (IHGMS)

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