POR: HILTON GOUVEIA
ESPECIAL PARA O BLOGdoGM

  • É a capela mais antiga de Baía da Traição, no Litoral Norte Paraibano, e que, em seu rastro histórico, guarda um conteúdo de tragédia milionária de ouro e pedras preciosas, avaliados em dólares, segundo o SINAU (Sistema de Informações de Naufrágios), em US$ 1 bilhão.

Em parte, essa história envolve o naufrágio do galeão português Santa Rosa, generosamente carregado com toneladas de ouro, prata, diamante e outra pedras preciosas, afundado em numa área calculada entre Pitimbu-PB e Baía da Traição e, em outras versões, entre Recife-PE e o Cabo de Santo Agostinho.

  • A causa do naufrágio, foi uma briga entre o imediato do navio e o comandante do barco, Capitão Bartolomeu Freire de Araújo, porque este teria dado uma chicotada em seu subordinado que, ofendido, durante a madrugada desceu aos porões e ateou fogo no paiol carregado com quatro toneladas de pólvora (cerca de 200 barris, para abastecer 70 canhões).

Não é preciso dizer que tudo voou pelos ares.

  • Três padres conseguiram boiar na água, agarrados a destroços de madeira.

E ficaram à deriva, no mar, repleto de tubarões.

  • Uns tempos depois chegaram em terras de Baía da Traição e reuniram-se com a população indígena que os resgatou.

Daí surgiu a ideia de construírem uma ermida em gratidão a Nossa Senhora do Belo Amor, e batizaram-na com este nome.

  • Outra parte da madeira resgatada do sinistro foi utilizada na construção de uma cruz, ainda hoje fixada na frente da capela.

A Cruzinha da capela sofreu muito dano por causa da retirada exagerada de relíquias.

  • Por isso foi revestida com silicone de construção, também para impedir a corrosão marinha.

Quanto ao tesouro, já possui currículo histórico de um El-Dorado.

  • Embora um navio húngaro caça-tesouro já tenha anunciado o resgate de algum ouro, proveniente do Santa Rosa.

Livros sobre naufrágio falam que o tesouro carregado pelo Santa Rosa era tão valioso que o navio tinha uma escolta armada de 50 barcos.

  • NOTA DO REDATOR – Nos relatórios náuticos dessa época, guardados na Torre do Tombo, em Lisboa, Portugal, consta que estavam sendo transportados para a Metrópole da Coroa Lusitana, uma considerável carga enviada pelo Brasil Colônia:

Cerca de 27 mil rolos de tabaco (fumo), 13 mil caixas de açúcar, além de 20 mil couros de animais, milhares de cocos verdes e, um grande número de arcas e baús feitos de madeira de jacarandá, com cerca de 10 toneladas de moedas de ouro, além de ouro em pó e em barras (lingotes), diamantes e pedras preciosas.

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