
Adriana Crisanto Monteiro
Especial para o BLOGdoGM
O documentário “A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero” foi selecionado para participar do Festival Arara Azul, realizado na Itália, levando a cultura nordestina e o universo literário de Ariano Suassuna para o cenário internacional.
- O diretor Manuel Dantas Vilar disse que toda sua família ficou feliz com a indicação.
“Dá uma alegria grande e toda a esperança aqui que os italianos tenham bom gosto e que os brasileiros que lá estão na Itália se reconheçam nesse documentário”, comentou Dantinhas.
- A obra destaca as riquezas culturais, históricas e simbólicas do sertão brasileiro, dialogando diretamente com o imaginário criado por Ariano Suassuna em “A Pedra do Reino”, uma das mais importantes produções da literatura nacional.

O documentário mergulha nas tradições populares, na oralidade, na música, na religiosidade e nas narrativas do sertão, valorizando a identidade cultural nordestina.
- A seleção para o festival representa um importante reconhecimento internacional da produção audiovisual paraibana e brasileira, evidenciando a força da cultura do Nordeste como patrimônio universal.
O Festival Arara Azul reúne produções independentes de diversos países, promovendo intercâmbio cultural e valorização de obras com relevância artística e social.
- Além de ampliar a visibilidade do cinema regional, a participação do documentário fortalece o legado de Ariano Suassuna e reafirma a potência das narrativas sertanejas no diálogo com o mundo contemporâneo.

A presença da obra no festival italiano também reforça a importância do incentivo à cultura e ao audiovisual como instrumentos de preservação da memória, identidade e diversidade cultural brasileira.
- “A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero” é um documentário que percorre a paisagem física e simbólica da Paraíba para revelar como o sertão inspirou e foi transformado no universo literário de Ariano Suassuna.
Com depoimentos exclusivos, imagens inéditas e trilha sonora original do Quinteto da Paraíba, a obra visita cenários reais que serviram de base para romances como A Pedra do Reino e História do Rei Degolado.
- O filme entrelaça memória, geografia e literatura, celebrando o legado cultural de Suassuna e mostrando o sertão real por trás do sertão mítico presente em suas obras.

As filmagens do documentário foram realizadas em importantes cenários históricos e culturais da Paraíba, especialmente em regiões do sertão que marcaram o imaginário literário de Ariano Suassuna.
- Entre os locais retratados estão a Casa da Pólvora e o Convento São Francisco, em João Pessoa; a Fazenda Onça Malhada, em Taperoá; além de lajedos, rios, casas-fortes e paisagens sertanejas entre Taperoá e Teixeira, ambientes que inspiraram obras como A Pedra do Reino e História do Rei Degolado.
O documentário também registra espaços históricos ligados à trajetória de João Dantas, no Recife, conectando memória, geografia e literatura em uma narrativa visual sobre o sertão real que deu origem ao universo mítico de Suassuna.

Ficha Técnica
- Título: A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero
- Direção Geral: Manuel Dantas Vilar
- Roteiro: Manuel Dantas Vilar
- Trilha Sonora Original: Quinteto da Paraíba
- Direção Musical: Xisto Medeiros
- Gênero: Documentário
- Tema: Cultura, memória, literatura e identidade nordestina.

DEPOIMENTO DO AUTOR DO DOCUMENTÁRIO QUE SERÁ EXIBIDO NA ITÁLIA:
É com o coração transbordando de alegria que eu recebo uma notícia que me deixou muito contente
- O meu documentário “A Pedra do Reino e o Sertão de Dom Pantero”, acaba de ser selecionado para o Festival Arara Azul, na encantadora cidade de Prato, bem no coração da região da Toscana, na Itália, com exibições no histórico Cinema Terminale.
Essa obra foi gestada com um carinho imenso, um cuidado artesanal.
- Cada imagem, cada música, cada palavra, cada silêncio… tudo foi pensado para honrar e respeitar profundamente Ariano Suassuna, sua Obra e o Movimento Armorial.
Um documentário feito exclusivamente por paraibanos nascido do desejo mais genuíno de representar, através da Arte, o nosso País, a nossa cultura, a força do nosso povo e a sua identidade mais profunda e verdadeira.

- Claro, o meu maior sonho é que ele percorra cada canto do Brasil, que seja exibido em cada praça do nosso país, a quem Ariano abraçou, aprendeu a amar e para quem dedicou todo o seu talento, como se a sorte do Brasil e do povo brasileiro dependesse de suas obras.
Mas, já que ele vai cruzar o Atlântico, que faça uma travessia poética, refazendo o caminho que nossa língua fez um dia.
Vai de encontro ao povo italiano, nossos parentes na origem da palavra.
- Afinal, tanto o nosso português brasileiro quanto o italiano são filhos diretos do mesmo pai: O Latim; essa língua que já foi falada pelo Império Romano e que, séculos depois foi modificada pelo povo europeu pobre, cruzou o oceano nas Caravelas já modificado para o Português de Portugal e aqui foi enriquecido com as línguas dos povos nativos e dos africanos, começando o Brasil.
Que o público italiano possa conhecer o Brasil e se reconhecer um pouco também.
- Vai ser Taperoá, a Paraíba e o Nordeste sendo exibidos na Itália.
E já que o documentário vai para a Itália, meu novo desejo agora é que até o Papa assista.

