
A nova redação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a valer no último dia 26 de maio, já começou a movimentar o ambiente corporativo em todo o país.
- E foi justamente para discutir os impactos dessas mudanças que o LIDE Paraíba promoveu, na manhã da sexta-feira da semana passada (dia 29), um encontro no Setai Grupo GP, em João Pessoa.

Com o tema “NR1 além da normativa”, o evento reuniu empresários, gestores e profissionais interessados em compreender como os riscos psicossociais passaram a ocupar posição central dentro das políticas corporativas.
- A atualização da norma amplia as obrigações das empresas em relação à saúde mental dos trabalhadores e determina que fatores como burnout, assédio, estresse e violência no ambiente de trabalho sejam identificados, avaliados e prevenidos dentro do gerenciamento de riscos ocupacionais.

A conversa foi conduzida por Luan Rodrigues e contou ainda com as participações de Mauro Muller, Denize Savi e Waleska Oliveira.
- Ao longo do encontro, os convidados discutiram mudanças culturais contínuas dentro das empresas, fatores protetores para redução do absenteísmo, aumento de produtividade e até o uso saudável da internet como ferramenta para buscar soluções e evitar armadilhas relacionadas às auditorias fiscais do trabalho.

Durante o debate, Mauro Muller destacou que investir em sustentabilidade humana deixou de ser apenas uma pauta de recursos humanos e passou a representar um diferencial competitivo real para os negócios.
- Segundo ele, empresas que compreendem a importância de uma gestão mais humana conseguem reduzir custos com afastamentos, rotatividade e até passivos judiciais.

“Quando a empresa entende que sustentabilidade humana impacta diretamente no negócio, ela larga na frente”.
- “Não se trata apenas de cumprir normas de segurança e saúde do trabalho, mas de desenvolver pessoas e melhorar resultados”, afirmou.

A discussão também trouxe números que ajudam a explicar a urgência do tema.
- Para Gabriel Galvão, presidente do LIDE Paraíba, o debate sobre riscos psicossociais deixou de ser tendência justamente porque os impactos já são sentidos diretamente pelas empresas.
Ele lembrou que, somente em 2025, o Brasil registrou mais de meio milhão de afastamentos relacionados a transtornos mentais.

“Isso afeta não apenas financeiramente, mas emocionalmente e nos resultados das empresas”.
- “Hoje já existem dados e estudos científicos que comprovam como o bem-estar e a felicidade corporativa impactam diretamente na performance”, destacou.
Outro ponto forte do encontro foi a discussão sobre liderança humanizada.

- Denize Savi chamou atenção para um dos principais desafios enfrentados pelas empresas atualmente:
Líderes que atuam apenas como gestores operacionais, sem construir conexões reais com as equipes.
- “O líder não é responsável apenas pelo resultado. Ele é responsável pelo ambiente, e o ambiente vai trazer o resultado”, explicou.
Segundo Denize, em um cenário cada vez mais tomado pela tecnologia e pela velocidade das relações, muitas empresas acabam esquecendo aspectos básicos como pertencimento, acolhimento e valorização humana.

- Ela também destacou os desafios de desenvolver resiliência e responsabilidade nas novas gerações que chegam ao mercado de trabalho.
Ao longo da manhã, o evento deu força à ideia de que saúde mental, felicidade corporativa e sustentabilidade humana não são mais conceitos abstratos ou discursos motivacionais.

- Com a nova NR-1, essas questões passam a integrar diretamente a estratégia, a cultura e até os resultados financeiros das organizações.
O encontro deixou claro que empresas que investem em ambientes saudáveis e relações humanas mais fortes tendem a construir equipes mais engajadas, produtivas e preparadas para os desafios do futuro.

Sobre o LIDE Paraíba
O LIDE – Grupo de Líderes Empresariais – está presente em mais de 20 países, promovendo fóruns, congressos e encontros de relacionamento que reúnem os principais nomes do setor produtivo.
- Na Paraíba, a proposta é fortalecer a integração entre lideranças locais, gerar oportunidades e fomentar um ecossistema empresarial cada vez mais dinâmico e inovador.

