O FENÔMENO DIGITAL

  • 13 Milhões de Testemunhas

A série “Comprei uma Casa Abandonada” não nasceu como produto de conteúdo.

  • Nasceu da necessidade de documentar uma jornada — e encontrou seu público exatamente por isso.

O primeiro episódio alcançou 3,5 milhões de visualizações sem qualquer investimento em mídia paga.

  • O terceiro repetiu o feito.

Ao todo, seis episódios, mais de 13 milhões de visualizações e um tempo médio de permanência que envergonha produções com orçamentos milionários.

13M+
visualizações totais

6
episódios publicados

632K+
seguidores combinados

+1min
tempo médio de permanência

  • Os comentários revelam algo mais raro que audiência:

Identificação profunda.

  • Arquitetos escrevem sobre projetos que sempre quiseram fazer.

Moradores de João Pessoa descrevem casarões que conhecem e temem ver desaparecer.

  • Pessoas de outras cidades passaram a pesquisar imóveis históricos em suas próprias regiões, inspiradas pelo que aconteceu no Tambiá.

“A série não é sobre uma reforma. É sobre o que acontece quando alguém decide que o passado vale o presente.”
— Beatriz Campelo

PATRIMÔNIO ARQUITETÔNICO

  • João Pessoa e Seus Casarões: O Que Está em Jogo

A história do Casarão D’Ávila Lins não é exceção em João Pessoa.

  • A terceira cidade mais antiga do Brasil, fundada em 1585, tem um Centro Histórico tombado pelo IPHAN desde 2007, com edificações que vão do barroco do século XVII ao art déco das décadas de 1920 e 1930.

O Tambiá, onde o casarão está localizado, integra essa área protegida — mas proteção legal e preservação efetiva costumam ser coisas bem distintas, e é justamente nessa distância que a maioria dos casarões históricos se perde.

  • O estilo eclético do casarão é característico do início do século XX paraibano:

Uma arquitetura que não escolhe entre o neoclássico e o art nouveau, mas os abraça simultaneamente.

  • Colunas, frisos e arcos sobreviveram ao abandono com uma integridade estrutural que especialistas descrevem como surpreendente — desde que alguém, primeiro, resolvesse o problema documental que mantinha o imóvel congelado no tempo.

PERFIL

  • Quem Está por Trás da Casa Campelo

Beatriz Campelo — Arquiteta Paisagista

  • Beatriz Campelo Souto Maior é arquiteta paisagista.

Radicada em João Pessoa, dirige o escritório BC Paisagismo, com portfólio de projetos residenciais e comerciais de alto padrão em toda a região nordestina.

  • No Instagram, construiu uma audiência fiel de arquitetos, designers e entusiastas que reconhecem em seu trabalho um olhar sofisticado sobre a relação entre edificação e natureza.

“Sempre soube que queria fazer algo que ficasse. Resignificando o Casarão entrego a João Pessoa um patrimônio histórico.”
— Beatriz Campelo

Marcos Souto Maior Filho — Advogado

  • Advogado com mais de duas décadas de atuação em João Pessoa, Marcos assina a frente jurídica e comercial da Casa Campelo de Cultura.

Coube a ele acreditar no projeto quando este ainda era apenas uma ideia, localizar os proprietários do imóvel, negociar a aquisição e destravar os entraves administrativos que, por anos, mantiveram o casarão fora de qualquer possibilidade de restauro.

  • Se a Casa Campelo de Cultura existe hoje como projeto viável, é porque essa etapa invisível foi vencida antes que a primeira parede fosse erguida.

O FUTURO DA CASA CAMPELO

  • Uma Casa Para a Cidade

O programa de usos da Casa Campelo de Cultura foi pensado para criar camadas de frequentação:

  • Um café botânico e um bistrô para o visitante cotidiano, uma galeria de arte para uma agenda cultural permanente, e um paisagismo — assinado pela própria Beatriz Campelo — que integra a vegetação exuberante, com a figueira centenária como estrela, à experiência do conjunto.

  • Beatriz Campelo no que será o acesso principal da futura Casa Campelo de Cultura, no Tambiá

Do ponto de vista urbano, o projeto tem uma dimensão maior:

  • Ao restaurar um imóvel histórico no Tambiá, o casal demonstra que a preservação pode ser, ao mesmo tempo, juridicamente viável, culturalmente relevante e midiaticamente poderosa.

É um argumento com 13 milhões de testemunhas — e uma advertência sobre quantos outros casarões da cidade seguem esperando por alguém disposto a resolver, primeiro, os seus problemas de papel.

“A Casa Campelo prova que preservar o passado não é nostalgia. É a decisão mais contemporânea que uma cidade pode tomar.”
— Marcos Souto Maior

CRÉDITO DAS IMAGENS ACIMA: Kubitschek Pinheiro 

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