Primeiro, se pensou que tratavam-se de buracos escavados por um tatu ou assemelhado, como tejuaçu, mocó de facheiro, preá, guaxinim ou ratos-do-mato.

  • Após análise técnica feita por uma equipe enviada pela Sudema-PB até a zona rural do município de Sapé, localizado na região da Várzea Agropastoril do Baixo Paraíba, no início desta semana, foram descartadas as hipóteses em torno da ação de roedores e confirmou-se a existência de um formigueiro gigante, abrigado e em crescimento orgânico nas raízes da árvore.

Esta é a quarta tentativa documentada do que se faz há vários anos, para buscar uma forma científica e não invasiva de salvar o que resta das raízes do tronco principal que ainda resiste às pragas e efeitos elementais da Natureza, nos fundos da Casa Grande da extinta Usina Santa Helena (antigo Engenho Pau D’Arco).

1) Em 1984, o usineiro Odilon Ribeiro Coutinho contratou às suas próprias expensas, pagando com dinheiro oriundo do seu bolso generoso, um botânico geneticista francês chamado Estevam Strauss para aplicar fungicidas no tronco do tamarineiro e conseguiu êxito, durante algum tempo, livrando folhas e galharia da morte silenciosa e lenta, que acontece bem na frente dos olhos de todo mundo, mas que aparentemente ninguém vê (por cegueira literária não explicável ou mesmo simples descaso com a história viva dos nossos antepassados ilustres).

2) A secretária de Administração e Planejamento Municipal, Graça Feliciano, trouxe técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater) para efetuar a podagem dos galhos infestados por cupins e outros parasitas de diversas espécies, no ano de 2014.

3) A última tentativa foi feita por determinação do atual Prefeito Municipal, Major PM Sidney Paiva, em 2023, com nova poda dos galhos que ameaçavam cair, arrastando junto na sua derrubada descontrolada o tronco e as raízes da árvore durante o processo de queda natural pela força dos ventos ou das fortes chuvas que costumam cair em determinadas épocas de todos esses 300 anos de existência vegetal, matando de vez o Tamarindo de Augusto.

4) Agora, em 2026, procura-se quem possa extinguir as pragas naturais costumeiramente dominantes em um ambiente úmido de floresta tropical (resquícios ainda virgens da Mata Atlântica abrigada na reserva ecológica dos macacos guaribas que vivem na cachoeira de Pacatuba) integrantes da APA (Área de Proteção Ambiental) da microbiota onde a falida Usina Santa Helena, sucessora do extinto Engenho Pau D’Arco ainda está instalada com suas ruínas abandonadas ao léu, expostas às intempéries a céu aberto.

DETALHE IMPORTANTÍSSIMO – O tamarindo está diminuindo os intervalos de suas crises existenciais a passos largos, dando claros sinais de que está perdendo a batalha pela vida e, consequentemente, se rendendo à vitória da morte.

1984, 2014, 2023, 2026…

Quando vão parar todos os relógios e a voz dos necrológios gritar!!!

  • Três décadas foram embora com relativa saúde e, agora, apenas doze ou três anos.

Os espasmos biológicos estão aumentando numa frequência geométrica letal.

  • Este é o relatório.

Falta a solução.

  • A quem importa – a mim – antes que a bicharia roa…

Quem nos salvará dessas trevas geradas pela nossa estúpida retórica, durante “zil” anos?

  • Só os Hermetismos Pascoais ou os Miltons, seus tons com seus dons geniais, e nada mais???

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