
A Arquidiocese da Paraíba, na pessoa de seu Arcebispo Metropolitano, Dom Manoel Delson, do Bispo Auxiliar, Dom Alcivan, e de todo o clero arquidiocesano, manifesta profundo pesar pelo falecimento do Monsenhor José Paulo Pires Braga, ocorrido neste domingo, 12 de julho de 2026, aos 92 anos de idade.
- Nascido em 14 de outubro de 1933, Monsenhor José Paulo dedicou sua vida ao serviço de Deus e da Igreja, exercendo com zelo, fidelidade e espírito missionário o ministério sacerdotal.
De acordo com o Presidente do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, Cícero Caldas, o Monsenhor José Paulo Pires Braga era o último remanescente vivo dos confrades fundadores do IPGH, criado em 1967.

- Seu testemunho de fé, sua dedicação ao povo de Deus e sua generosa entrega permanecerão como um legado para toda a Arquidiocese da Paraíba.
Neste momento de dor, unimo-nos em oração aos familiares, amigos, fiéis e a todos aqueles que tiveram a graça de conviver com Monsenhor José Paulo, pedindo ao Senhor da Vida que o acolha em Sua infinita misericórdia e lhe conceda o descanso eterno.

Exéquias:
- Segunda-feira, 13 de julho de 2026
8h. Velório. Paróquia Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos.
10h. Missa de Corpo Presente presidida por Dom Manoel Delson e Padres do clero arquidiocesano
15h. Sepultamento. Cemitério Senhor da Boa Sentença.

Pai, padre, avô, bisavô e monsenhor Paulo Pires – Trajetória de vida plena cheia de desafios e Fé em Deus
- Natural de Cajazeiras, o padre José Paulo Pires Braga, filho de José Pires Braga e de Maria Olinda Pires, nasceu em 14 de outubro de 1933, no Distrito de Boqueirão de Piranhas.
Estudou no Colégio Salesiano Padre Rolim, em Cajazeiras, e, em 1945, veio para João Pessoa estudar no Seminário Diocesano da Paraíba, onde ficou até 1950.
- Em agosto daquele ano, foi para Roma terminar seus estudos, chegando ao Pontifício Colégio Pio Brasileiro em setembro do mesmo ano.
Em outubro começou o curso de Filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana, a mais prestigiosa e difícil universidade pontifícia, onde obteve os graus de Bacharelado (1952) e Mestrado (1953) iniciando, imediatamente, o curso de Teologia.
- Após dois anos, resolveu retornar ao Brasil, abandonando assim uma carreira promissora na Cúria Vaticana, na Itália.

Em 1956 prestou vestibular de Direito, sendo aprovado em primeiro lugar.
- Nesse mesmo ano, foi nomeado professor de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade da Paraíba e, em 1961, foi nomeado professor titular, quando a mesma foi federalizada.
Exerceu, também, as funções de secretário e vice-diretor na referida universidade, ocupou a presidência da Coperve, onde presidiu cinco vestibulares e foi chefe de gabinete do Reitor.
- Foi vice-reitor e diretor de estudos do Seminário por três anos, membro do Colégio de Consultores da Arquidiocese e juiz ouvidor do tribunal Eclesiástico da Arquidiocese.
Em 18 de fevereiro de 1960, conheceu e começou a namorar Aline Gomes Guedes Pereira, filha do casal Genival Guedes Pereira e Aldina Gomes Guedes Pereira, casando-se com ela em 18 de dezembro de 1963.
Desta união nasceram três filhos: Paulo Cezar, Paulo Augusto e Angeline Maria.

- Em 1980, Aline fez uma cirurgia para retirada de um nódulo na mama e iniciou tratamento contra um câncer.
Faleceu três anos depois.
- Depois de três anos viúvo, o religioso faz um retiro espiritual durante o qual é tocado e decide abraçar a vocação sacerdotal.
Informa, então, ao Arcebispo da Paraíba, Dom José Maria Pires que, com a aprovação do Conselho Presbiterial, aceitou a decisão e o aconselha a retomar seus estudos em Roma.
- Voltou à Roma em outubro de 1987 e retomou os cursos de Filosofia e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde fez seu doutorado.
Decorridos dois anos, conclui seus cursos e volta ao Brasil.

- Chegou de retorno à nossa terra pátria em 12 de junho de 1989.
Um mês após sua chegada, inicia seu estágio pastoral como Diácono na Paróquia de Santa Rita.
- Em 12 de dezembro do mesmo ano, em cerimônia realizada no Clube Astréa, é ordenado Presbítero pelo então Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom José Maria Pires e, no dia seguinte, realiza sua primeira celebração no hall da Reitoria da UFPB.
Foi designado por Dom José para trabalhar na pastoral carcerária e logo depois para ser professor no Seminário Arquidiocesano.
- Durante esse período, foi também vigário na Paróquia São Francisco de Assis, no Jardim Veneza.
Em 1993, Dom José dá-lhe a incumbência de organizar a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no Bessa, onde foi empossado como primeiro pároco em 25 de março de 1994.

- Já no ano de 1996, inaugura os templos de São Miguel Arcanjo e Auxílio dos Cristãos e realiza os primeiros ECC e EJC de Auxiliadora.
Dois anos depois, realiza a primeira romaria internacional da Paróquia à Terra Santa e a alguns santuários da Europa.
- De 2000 a 2001, instalou as comunidades de São Luís Gonzaga, São Gabriel e São Mateus.
Ele também participou efetivamente da organização do Santuário Mãe Rainha e realizou outras atividades importantes em várias pastorais, como a carcerária e a que atuava no antigo Manicômio Judiciário.
Em 2019, recebeu o Título de Cidadão Pessoense e a Medalha João Paulo II, pelos relevantes serviços prestados como evangelizador e pelo incansável trabalho em favor da família.
- A sessão solene, proposta pela então vereadora Raíssa Lacerda (PSD), reuniu familiares e amigos do religioso na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

