
A candidata a deputada federal, Andréa Miranda (PSOL) participou, nesta quinta-feira (dia 20), da Sessão Especial requerida pelo vereador Fernando Sobrinho (União Brasil) e realizada pela Câmara Municipal de Cabedelo para discutir a Campanha de Conscientização pelo Fim da Violência Contra a Mulher.
- Durante sua participação, Andréa fez duras críticas à falta de prioridade no orçamento público municipal para políticas de prevenção e enfrentamento às violências contra as mulheres, na chamada “Cidade Portuária”.
Em sua fala, ela defendeu que o combate à violência precisa aparecer de forma concreta no orçamento, com recursos destinados à rede de proteção, prevenção, acolhimento e também a políticas de autonomia financeira das mulheres.

“Não basta dizer que defender a vida das mulheres é prioridade. Essa prioridade precisa estar no orçamento”.
- “Precisamos garantir recursos para proteger quem sofre violência, mas também criar condições para que essas mulheres tenham autonomia financeira e possam romper o ciclo de violência”, destacou.
Andréa também questionou os gastos de alguns vereadores do município com diárias e defendeu que a gestão pública reveja suas prioridades, direcionando mais recursos para políticas capazes de proteger e transformar a vida das mulheres de Cabedelo.
- Durante a sessão, ela também chamou atenção para a necessidade de articulação entre os poderes municipais, estaduais e demais instituições públicas.

Para Andréa, o enfrentamento à violência contra as mulheres não pode ser uma responsabilidade isolada: é necessário construir uma rede integrada, com orçamento, estrutura e ações permanentes.
- Entre as reivindicações apresentadas, Andréa cobrou o funcionamento 24 horas das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), que, de acordo com ela, ficam fechadas nos finais de semana.
Em Cabedelo, ela defendeu ainda que a estrutura seja instalada na região localizada na chamada praia fluvial do Jacaré, facilitando o acesso das mulheres das comunidades e dos territórios em situação de maior vulnerabilidade.
- “Precisamos levar a política pública para perto de quem mais precisa. Uma mulher em situação de violência não pode encontrar uma delegacia fechada ou precisar atravessar a cidade para conseguir atendimento”.

“A proteção precisa estar disponível no momento em que a violência acontece”, afirmou.
Para Andréa Miranda, enfrentar a violência contra as mulheres exige mais do que campanhas de conscientização.
- “É preciso transformar o compromisso público em orçamento, serviços funcionando, autonomia econômica e uma rede de proteção acessível em todos os territórios”.

- Vereador Fernando Sobrinho (União Brasil)
Mais informações
- Link da sessão:
https://m.youtube.com/live/DnjXjl5EEkM?is=YB6UY0sY3c7TxvKa - Registro fotográfico:
https://drive.google.com/drive/folders/1uJFxFmAOCaZrsPG9KluG_UH0NeMJHLOF

