O vereador de João Pessoa Fernando Milanez Neto (MDB) afirmou, nesta quarta-feira (dia 30), que a entrevista coletiva convocada pela assessoria jurídica da campanha de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba seria uma tentativa frustrada de tirar o foco da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal no dia anterior contra parlamentares emedebistas e servidores públicos do município.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Meio-Dia Paraíba, da Rádio Pop FM, da Capital paraibana.

  • “Todas as vezes que eles têm chamado a imprensa para um pronunciamento, prometendo anunciar algo de novo é somente na tentativa de abafar alguma coisa contra eles mesmos”, declarou Milanez.

Para o vereador pessoense, a campanha de Cícero estaria buscando deslocar a atenção da opinião pública e dos eleitores sobre a repercussão negativa da investigação contra eles.

  • A Operação Zona de Influência investiga suspeitas da negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma facção criminosa com atuação em diversas comunidades paraibanas, sobretudo na área metropolitana da Capital.

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, além da Justiça Eleitoral acusar um deputado do MDB e determinar o afastamento cautelar, por 90 dias, de um secretário da Prefeitura Municipal de João Pessoa.

  • Segundo a PF, as diligências buscam aprofundar a investigação e individualizar as condutas dos envolvidos.

Durante a entrevista, Milanez também mencionou episódios anteriores envolvendo integrantes da administração municipal e criticou a estratégia política da campanha de Cícero.

  • “Eles trazem hoje uma coletiva sem o menor fundamento, sem o menor sentido”, afirmou o parlamentar que é filiado ao mesmo partido de Cícero.

Para ele, a reta final da campanha deveria concentrar o debate em temas como segurança pública, mobilidade e turismo.

Milanez já havia se manifestado sobre a operação durante a sessão na Câmara Municipal de João Pessoa, quando cobrou transparência da Prefeitura da Capital após o afastamento cautelar do então secretário do Procon-JP, Júnior Pires.

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