Jogadores dos dois times protagonizaram ação de alerta sobre a Ataxia de Friedreich, no último sábado (dia 30).

Um gesto simples, mas de grande impacto.

  • Antes do apito inicial da partida entre Botafogo-PB e Maringá, pela Série C do Brasileirão, no último sábado (dia 30), o Estádio Almeidão foi palco de uma ação de conscientização sobre a Ataxia de Friedreich, doença genética rara, progressiva e ainda pouco conhecida no Brasil.

Os jogadores dos dois times se reuniram e, juntos, ergueram uma faixa com os dizeres: juntospelaataxia.com.br

  • Dois times adversários, unidos por uma causa que vai além do placar.

Materiais educativos sobre a doença também foram distribuídos para a torcida.

  • A Ataxia de Friedreich é uma doença genética, progressiva e sem cura.

Ela está associada a relações de consanguinidade entre parentes próximos e compromete gradualmente o equilíbrio, a coordenação motora e a fala.

Com o avanço da doença, o uso de cadeira de rodas se torna inevitável.

Os primeiros sintomas costumam aparecer na infância ou adolescência, mas o diagnóstico no Brasil costuma demorar 7 anos, em média, devido ao baixo conhecimento sobre a condição de saúde entre profissionais e famílias.

  • O Nordeste concentra um número proporcionalmente maior de casos da doença, reflexo de comunidades mais fechadas do interior, onde relações entre parentes próximos são mais frequentes e o acesso à informação de saúde ainda é limitado.

“A ataxia de Friedreich é uma doença rara que afeta cerca de 15.000 pessoas no mundo, cerca de 1 pessoa a cada 300.000 no Brasil”.

  • “Por ser rara, é pouco conhecida inclusive por profissionais da área de saúde, o que leva a um atraso de diagnóstico médio de 7 anos”.

“É uma doença multissistêmica, que afeta o equilíbrio, mas também podendo ocasionar deformidades ósseas, diabetes e crescimento anormal do coração”, afirma o Prof. Dr. Alex Tiburtino Meira, neurologista especializado em ataxias, professor de Neurologia da Universidade Federal da Paraíba e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia.

  • “Uma notícia boa é que hoje dispomos de tratamento modificador de progressão da doença para ataxia de Friedreich”.

“A primeira de todas as ataxias a ter este tipo de tratamento. Quanto mais precoce o início do tratamento, melhor é a prevenção de evolução”, completa o neurologista

O diagnóstico é confirmado por avaliação clínica e teste genético.

Quem perceber sintomas como dificuldade na fala, quedas frequentes, perda de equilíbrio ou fadiga excessiva pode acessar juntospelaataxia.com.br para entender mais sobre a doença e encontrar centros de tratamento.

  • “O futebol é o único lugar no Brasil onde todo mundo para ao mesmo tempo. E quando todo mundo para, a mensagem chega”.

“A Ataxia de Friedreich é uma doença silenciosa que destrói famílias no sertão nordestino enquanto ninguém fala sobre ela. A gente veio aqui porque acredita que informação salva vida”.

  • “E se um pai, uma mãe, reconhecer um sintoma depois de hoje, a gente cumpriu o papel”, afirma Thiago Lima, CEO da Agência Unika, responsável pela concepção e execução da ação.

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